terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Síndrome do 'joelho de corredor' pode ser tratada com hidroterapia - Nova Iguaçu - RJ

Exercícios feitos na água ajudam na recuperação e diminuição das dores.


A síndrome do "joelho de corredor", conhecida cientificamente como condromalácia patelar, caracteriza-se pelo amolecimento da cartilagem: pedaços ficam soltos dentro da articulação do joelho como se fossem algas marinhas brancas. Trata-se de uma patologia crônica degenerativa da cartilagem da patela. Como na síndrome fêmur-patelar, a causa é desconhecida. Existem hipóteses que a relacionam a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que levam ao enfraquecimento, amolecimento e desprendimento da cartilagem.

A síndrome da dor fêmur patelar é o estagio inicial da doença. Reações inflamatórias da cartilagem resultam na destruição estrutural da mesma. A causa mais comum é o traumatismo crônico associado à própria anatomia do joelho ou um trauma único, como tombo, pancada, acidente ou lesão aguda, causando destruição da patela por doenças degenerativas, como artrite, reumatoide, entre outras.

Existem quatro graus representativos da progressão da doença. O Grau 4 é a lesão ou perda total da cartilagem, quando o osso fica desprotegido, ocorrendo o atrito de osso contra osso. A confirmação do diagnóstico é obtido através de exames de imagem, como a ressonância magnética.

O objetivo do tratamento é diminuir o quadro de dor através de repouso e evitar esportes de impacto. A fisioterapia e a hidroterapia são bem vindas. A hidroterapia tira partido da temperatura da água, do empuxo e do trabalho manual feito pelo terapeuta, o que alivia o quadro álgico.

O trabalho é realizado inicialmente em “deep water”, ou seja, a uma profundidade superior à estatura do paciente, sem os pés tocarem o fundo da piscina, com impacto nulo. A resistência ao deslocamento exercida pela água ajudará no fortalecimento da musculatura e no trabalho aeróbico sem impactar a articulação. Além disso, a pressão hidrostática atua na drenagem linfática, reduzindo o edema e consequentemente a dor.

O trabalho na água, sem dúvida, é o mais indicado para o tratamento, onde a atividade esportiva indicada é a natação. Esta deve ser realizada inicialmente sem uso dos pés de pato, praticando só os nados crawl e costas. Após o restabelecimento da musculatura e o desaparecimento da dor, são acrescidas caminhadas progressivas na areia irregular da praia, intercaladas com a natação, constituindo uma ótima combinação de atividades, sempre alongando a musculatura após os exercícios.

O ideal seria se todos pudessem fazer uma avaliação antropométrica e uma análise da marcha, além de analisar articulações, para observar assimetrias e prevenir ou retardar os problemas ortopédicos originários destas causas por má formação genética.

O recomendável é fortalecer a musculatura, mantê-la alongada e realizar esportes sem impacto. Respeitem o seu corpo. Às vezes, o repouso ativo é o melhor remédio, significando realizar atividades com orientação profissional e progredindo gradualmente, sem agredir os elementos corporais fragilizados.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/01/sindrome-do-joelho-de-corredor-pode-ser-tratada-com-hidroterapia.html

Agende uma consulta: Dr Marcello Bastos
Fisioterapeuta
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