terça-feira, 22 de setembro de 2026

Fisioterapia para Tenossinovite de De Quervain - Nova Iguaçu - RJ


A tenossinovite de De Quervain é uma condição dolorosa que afeta os tendões localizados na lateral do punho, logo na base do polegar.

Para entender de forma simples, imagine que esses tendões funcionam como cabos que deslizam por dentro de um pequeno "túnel" (chamado de bainha tendínea) no punho. Quando fazemos movimentos repetitivos com a mão, essa estrutura pode inflamar e inchar, fazendo com que o túnel fique mais estreito. Com menos espaço, os tendões ficam "apertados" e não conseguem deslizar livremente, gerando dor e atrito


Causas e Quem Mais Afeta


Movimentos repetitivos: A causa principal é o uso excessivo e contínuo do punho e do polegar em gestos de agarrar, torcer ou levantar peso.


Atividades comuns: É muito frequente em mães de recém-nascidos (pelo gesto constante de levantar o bebê apoiando o polegar), além de músicos, praticantes de golfe e trabalhadores de escritório.


Perfil mais atingido: Ocorre com mais frequência em mulheres e costuma ter seu pico entre os 40 e 50 anos de idade.



Sintomas Principais


Dor na base do polegar: Uma dor na lateral do punho que pode ser constante ou em forma de queimação, podendo ir em direção ao antebraço.


Piora com tarefas diárias: A dor se intensifica ao realizar movimentos simples, como abrir a tampa de um frasco, torcer um pano ou segurar objetos.


Inchaço e estalos: Pode haver inchaço visível no local, sensibilidade ao toque, perda de força na mão e até uma sensação de "estalo" ou raspagem ao mover o polegar.



Como é Feito o Tratamento


O manejo geralmente é dividido em três níveis de cuidado:


Tratamento Conservador (Inicial): Repouso com modificação das atividades, uso de talas (órteses) para imobilizar o polegar e o punho, aplicação de gelo ou calor, medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.


Injeção de Corticosteroides: Aplicação de medicação diretamente na região para reduzir rapidamente o inchaço e a dor quando o tratamento inicial não é suficiente.


Cirurgia: Reservada para casos graves ou persistentes que não melhoram. O procedimento faz uma pequena abertura no "túnel" para liberar espaço e permitir que o tendão volte a deslizar livremente.


Como Funciona o Teste de Finkelstein

O teste de Finkelstein original é uma avaliação provocativa conduzida em uma sequência gradual realizada principalmente pelo examinador:


Desvio ulnar ativo: O paciente realiza o movimento de inclinar o punho para o lado da ulna (em direção ao dedo mínimo).


Sobrepressão: O examinador aplica uma leve sobrepressão no movimento, se necessário.


Flexão passiva do polegar: O examinador realiza a flexão passiva do polegar do paciente em direção à palma da mão.


O teste é considerado positivo se reproduzir a dor na lateral do punho (no primeiro compartimento dorsal).


Diferença importante: É muito comum confundir o teste de Finkelstein com a manobra de Eichhoff

Na manobra de Eichhoff, o próprio paciente fecha a mão cobrindo o polegar com os demais dedos e desvia o punho ativamente.


A manobra de Eichhoff tende a gerar mais resultados falso-positivos do que o teste original de Finkelstein



Exercícios de Fortalecimento e Suas Progressões


A terapia de exercícios pode ser iniciada assim que a dor do paciente estiver em um nível tolerável. A progressão do programa de fortalecimento segue uma sequência bem definida


Isométricos: Contração muscular mantida sem movimento da articulação.


Excêntricos: Fortalecimento durante a fase de alongamento controlado do músculo.


Concêntricos: Fortalecimento durante a fase de encurtamento muscular.


Amplitude interna e mobilização: Exercícios em amplitude de movimento interna e deslizamentos do nervo radial.


Critérios para Avançar nos Exercícios:


Execução sem dor: Os exercícios devem ser realizados estritamente dentro de uma amplitude de movimento sem dor para não agravar a inflamação.


Regra de 1 semana: Só se deve progredir para a etapa seguinte se o paciente tolerar o nível atual por pelo menos uma semana e estiver completamente sem dor.


É fundamental reforçar que nenhum exercício deve ser iniciado antes da avaliação e liberação de um fisioterapeuta, pois cada corpo e cada processo de reabilitação são únicos.




  

  

  



Agende uma consulta: Dr Marcello Bastos Fisioterapeuta WhatsAPP 21 96539-0987

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